Em muitos países e culturas diversas, o uso do anel de noivado é uma tradição até os dias de hoje. Muitos homens, ao se decidirem por pedir a mão de suas namoradas em casamento, preferem fazer uma romântica surpresa e oferecem um anel de ouro com um pequeno brilhante para consolidar o compromisso.

E muitas mulheres também acabam preferindo esta opção, pois ao ganhar a joia como presente de pedido de casamento, sentem-se mais valorizadas e amadas por seus pares. Além disso, os anéis podem ser eternamente utilizados por elas em quaisquer sejam a ocasiões. Entretanto há aqueles que preferem comprar um par de alianças, e usá-los de comum acordo até a data da oficialização do casamento. Neste caso, os noivos também gravam os seus respectivos nomes no interior das alianças, para reforçar os laços existentes entre eles. Mas de onde vem a tradição do uso do anel que levou a variação e a criação das tão tradicionais alianças?

Desde a invenção das joias elas sempre estiveram presentes na vida do homem. Colares, brincos, anéis e todos os tipos de adornos confeccionados em ouro, prata, platina e aço, serviram para demonstrar poder, beleza, riqueza, prosperidade e charme.

As joias, entretanto, em culturas e civilizações mais antigas não poderiam ser usadas por escravos, ou muito menos, por pessoas que não fossem abastadas, dadas as simbologias que a elas eram atribuídas. Em especial alguns tipos de joias, como os anéis somente deveriam ser usadas por pessoas que ocupassem determinados cargos ou tivessem certas profissões, como médicos, advogados e até mesmo juristas. Neste caso, as joias deveriam vir cravejadas com certas pedras preciosas, cujas cores e tamanhos eram capazes de fazer a identificação de cada um.

Mas foi, a partir do século III, depois de cristo, que por conta de uma determinação da Igreja Católica, que as alianças passaram a ser o símbolo da identificação efetiva do compromisso. À época, o Papa Inocêncio, o uso do anel passou a ser a consolidação de um compromisso perante Deus, e um anel mais simples deveria ser usado durante o período de preparo do casamento. Este período ficou sendo conhecido, a partir de então como noivado e, o anel, como anel de noivado.

As alianças vieram como uma consequência. Se o anel de noivado era mais simples, as alianças deveriam ser forjadas em material nobre – ouro no caso – e alguns passaram a ser cravejados com pedras preciosas. Neste caso, o anel passaria a ser usado não apenas pela noiva, mas sim pelo casal, no quarto dedo da mão esquerda, simbolizando a união.

 

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