A história dos cristais Swarovski também é capaz de encantar, assim como os seus cristais. Descobertos por Daniel Swarovski, um jovem cientista e visionário nascido na região da Boêmia, onde trabalhava cortando vidros e cristais manualmente, inventou uma máquina de corte que era capaz de cortar e lapidar cristais e pedras preciosas, com uma perfeição inigualável ao que era feito até então. Mesmo com trabalhos manuais de requinte e repletos de técnicas específicas para a lapidação de tais pedras, era quase improvável alcançar o efeito que a máquina de Daniel foi capaz de produzir. O processo de corte e lapidação de cristais, ao mesmo naquela região, então passou a ser realizado industrialmente.

Três anos mais tarde, Daniel mudou-se com a família para a região de Wattens, localizada no coração dos Alpes Tiroleses, na Áustria. Lá, fundou a A. Kosmann, Daniel Swarovski & Co., com o apoio financeiro de um cunhado. A partir de então, fundaram a fábrica de corte de cristais, que não se fixou apenas na produção de corte, mas também na geração de energia hidroelétrica, aproveitando as correntezas dos rios alpinos. Como a região era uma rota estratégica de comércio de cristais, a fábrica prosperou em todos os setores em que Daniel investiu.

A marca que está presente em mais de 120 países no mundo e que possui mais de 2200 lojas, produz um cristal que garante um brilho e transparência que são inigualáveis – às vezes, amantes de joias e bijouterias preferem uma peça Swarovski a uma joia produzida em ouro ou outro material também nobre. Isto porque nenhum outro cristal – ou material – é capaz de captar a luz como um cristal que recebe o corte e o tratamento dado em fábricas daSwarovski. A máquina que fora inventada por Daniel, até hoje, é segredo de família, mesmo que este segredo tenha sido dividido entre os 158 membros que administram o grupo.

Os cristais que são utilizados para a montagem das mais ricas peças recebem uma porcentagem de mais de 32% de chumbo em suas composições. Isto, segundo a empresa, é o que garante o máximo de brilho aos cristais. E este é também o diferencial da grife, que em meados dos anos de 1970, passou por uma crise. Mas, graças às investidas no universo da alta costura – cediam o material para que fosse usado em grandes coleções por nomes como John Galliano, a marca se consolidou e adquiriu ainda mais força no universo do mundo das joias.

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