PEDRAS PRECIOSAS – O DIAMANTE ARTIFICIAL É O MAIS RESISTENTE DO MUNDO

Para quem não sabe, diamantes são cristais sob formas alotrópicas – são composições de carbono, termicamente estáveis – que estão sob uma pressão de mais de 60 kbar. Comumente, os diamantes são comercializados na forma de gemas preciosas as quais possuem altíssimo valor comercial agregado. A estrutura de um diamante em geral é cúbica, que pode sofrer cortes e variados tipos de lapidação e polimento.

Quase sempre os diamantes podem ser encontrados em forma cúbica. Contudo, é possível ainda observá-los em outros formatos, como o hexagonal. Trata-se ainda de um dos materiais mais duros encontrados na natureza, em sua forma original – a dureza perpassa 10 Mols. Isto significa dizer que não poderá ser riscado por nenhum outro material, salvo com outro diamante. Mas, isto não impede que ele seja, ao mesmo tempo, frágil. Tais percepções do diamante, quando este fora descoberto, impediram por muito tempo, que ele não fosse trabalhado tal como é feito nos dias atuais.

Como se trata de uma de uma composição carbônica, se for exposto à chama forte e direta, certamente irá se transformar em dióxido de carbono, ou seja, fumaça. Isto comprova o contrário que a máxima dita durante, ao menos algumas décadas, é uma inverdade: os diamantes, embora raros e preciosos, não são eternos.

Os diamantes também podem ser sintetizados industrialmente, e neste caso passam a ser as pedras mais resistentes do mundo. Recentemente, cientistas chineses conseguiram, em laboratório, produzir um diamante artificial, com todas as especificidades daquele que são encontrados na natureza. A peça é a mais resistente do mundo – capaz de aguentar uma pressão equivalente a 1,9 milhão de atmosferas terrestres – 200 Gigapascals – antes de sofrer qualquer tipo de estilhaçamento.

Além dessa capacidade, o diamante artificial pode ser aquecido a uma temperatura que pode chegar até 1,056 graus Celsius, e sofre oxidação somente após ultrapassar tais marcas. Os diamantes encontrados na natureza estilhaçam em menos da metade da pressão suportada pelo artificial, bem como oxidam a uma temperatura bem menor que a de 300 graus.

Segundo os cientistas, para que fosse possível conseguir a qualidade deste diamante artificial eles trabalharam com folhas de carbono e as expuseram a altas pressões e temperaturas. Muitas vezes. O material acabou sendo convergido em um tipo de diamante policristalino, o qual conta com diversos fragmentos de uma matriz de átomos em sua composição. Os especialistas denominam a composição de “domínios”; tais estruturas são as que fortalecem o diamante artificial.

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