Muitas pessoas abrem mão de usar joias e bijouterias por terem problemas relacionados às diversas alergias que tais acessórios costumam provocar na pele. Entretanto, recentemente, foi desenvolvido um método por um professor pesquisador da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP – para detectar a quantidade de determinados metais presentes em bijouterias, joias e outros tipos de acessórios e objetos. Metais como níquel e o chumbo são desencadeadores de alergias e alguns outros problemas relacionados à saúde e não podem ser reconhecidos a olhos nus. O método visa auxiliar no processo de identificação real, a qualidade dos produtos e ajudar as pessoas de modo geral, na hora da compra.

Cinco segundos – é o tempo necessário para saber se os brincos, pulseiras, colares e anéis contêm – ou não –  a quantidade de níquel e chumbo que indicam os fabricantes, materiais tóxicos e potencialmente desencadeadores de processos alérgicos. O método desenvolvido por um professor da Unicamp é de baixíssimo custo, limpo – ou seja, não produz resíduos – e possui uma garantia de resultado de 100%. Para saber a quantidade de metais tóxicos presentes nas joias e bijouterias, as peças são expostas a um tipo de raio –X – método da fluorescência de raios por dispersão. Este método também é caracterizado por ser multielementar  e não destrutivo, características que permitem a realização de outras identificações além da feita para fazer o levantamento dos metais.

Os resultados obtidos pelo professor já em suas primeiras avaliações, indicou que 60% das peças – piercings, anéis, pulseiras, brincos e colares – que são comercializados como produtos isentos de metais pesados, continham algum tipo de substância carcinogênica – elemento que pode provocar reações alérgicas, das mais adversas, em mais de 80% das pessoas predispostas a algum tipo de alergia. As quantidades encontradas também não eram as mesmas indicadas nos casos em que havia alguma informação sobre a presença dos metais nas peças.

As peças utilizadas para as análises eram oriundas de diversos países – China, Índia, Brasil, México, Espanha, Filipinas. As mais problemáticas foram as bijouterias de baixo custo, provenientes da China e das Filipinas. Mesmo que o resultado leve a crer que as joias – potencialmente livres de certos metais por conta do valor agregado – estivessem dentro da margem negativa da presença de chumbo e níquel, foi constatado que, mesmo as joias, possuíam taxas acima do permitido.

Todos os testes foram realizados com aparelho portátil, o que garantiu um maior controle na qualidade dos testes.

 

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